Kilapeiro do BPC Bento Kangamba paga 50 mil dólares ao músico congolês Koffi Olomide para elogiar o novo aeroporto de Luanda
A recente notícia de que Bento Kangamba, um empresário conhecido por suas práticas corruptas, pagou 50 mil dólares ao renomado músico congolês Koffi Olomide para promover o novo aeroporto de Luanda levanta sérias questões sobre a ética e a moralidade por trás da publicidade paga. A ação de Kangamba não só evidencia a utilização de recursos financeiros de forma questionável, mas também a manipulação da opinião pública através de figuras influentes.
Após receber o montante, Koffi Olomide gravou um vídeo onde exalta a infraestrutura do novo aeroporto, afirmando que supera até mesmo instalações de países como Qatar e Canadá. No entanto, essa declaração parece desconectada da realidade vivida por muitos angolanos, que enfrentam dificuldades diárias, como a fome e a pobreza extrema. Enquanto o governo investe em grandes obras, como esse aeroporto, a população continua a sofrer sob o peso da corrupção e da má gestão.
Kangamba, por sua vez, é uma figura emblemática do desvio de verbas públicas, sendo um dos maiores devedores do Banco de Poupança e Crédito (BPC). Sua incapacidade ou recusa em saldar suas dívidas reflete um sistema que privilegia os poderosos e marginaliza os cidadãos comuns. Essa situação revela um ciclo vicioso onde a elite se beneficia à custa do povo, perpetuando uma realidade de desigualdade e injustiça.
Portanto, a propaganda orquestrada por Kangamba através de Olomide não deve ser vista apenas como uma simples promoção, mas como um sintoma de um problema maior: a corrupção institucionalizada que, além de comprometer a economia, também mina a confiança da população nas instituições e em seus governantes. É fundamental que questões como essas sejam discutidas abertamente, para que a voz do povo seja ouvida e as promessas de desenvolvimento sejam acompanhadas de ações concretas que beneficiem realmente a sociedade.
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