BANCO SOL: Os Roubos dos Administradores



A situação no Banco Sol revela um quadro alarmante de corrupção e má gestão. Documentos obtidos pela nossa redação mostram que, na Direção de Tecnologias de Informação (DTI), existem contratos de consultoria com a empresa ASSECO que somam mais de 160 milhões de kwanzas mensais. No entanto, o trabalho que supostamente deveria ser realizado por essa empresa é, na verdade, executado pelos técnicos internos da DTI.


Além disso, um consultor identificado como Alves Pulo recebe mensalmente a exorbitante quantia de 7.500.000 kwanzas, totalizando mais de 90 milhões de kwanzas anuais, mesmo sem desempenhar funções efetivas. Os trabalhos realizados são atribuídos unicamente aos funcionários da DTI, levantando questionamentos sobre a legitimidade desse contrato.


Outro caso que chama a atenção é o do consultor português Manuel Peixoto, que aufere mais de 500 milhões de kwanzas anuais, mas há mais de três anos não pisa em solo angolano. Sua única função parece ser a facilitação do envio de euros, usados para a compra de imóveis em Portugal, beneficiando diretamente os administradores do banco.

A situação se agrava com a revelação de um pagamento de 460 milhões de kwanzas feito ao Chefe de Departamento da DTI, Bernardo Panzo. O valor foi cobrado por supostos serviços de manutenção do sistema Inline, destinado à gestão de filas. No entanto, esses serviços nunca foram prestados, uma vez que os dispositivos em questão não requerem manutenção regular. A maioria dos equipamentos opera sem necessidade de intervenções, e quando há falhas, as soluções não são implementadas de maneira eficiente.

Essas práticas questionáveis levantam sérias dúvidas sobre a governança e a transparência no Banco Sol. A saga continua, e a sociedade aguarda respostas sobre os rumos que essa instituição tomará diante de um cenário tão conturbado. A investigação dessas irregularidades é crucial para restaurar a confiança dos clientes e da população em geral.

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