As comparações desmedidas e sublimes da Governação do Presidente Zé Du e do Presidente JLO



Com o propósito de proporcionarem aos menos atentos assim como, a quem já anda farto, vai-se ensaiando com jornalistas e activistas, comparações do exercício de governação entre Zé Du e JLo.

Tratam-se, essencialmente de afirmações e aparições, meticulosamente programadas com fins claros.


Se é verdade que durante o exercício de Governação do Presidente José Eduardo dos Santos, tínhamos o MPLA mais enraizado no povo, estávamos a sair de anos e anos de conflito sangrento com os rebeldes dos Kwachas, na altura uma população estimada de 24 milhões de habitantes com 11, 8 milhões do sexo masculino e 12,5 milhões do sexo feminino, não deixa de ser verdade que foi e seria o momento de verdadeiramente Angola e o Angolanos não se deixarem levar pelas apetências financeiras e pelas megalomanias do eu posso e sabes quem eu sou.

Lançada a semente do financiamento Chinês em mais de 32 Bilhões de USD, surgiram não os grandes hospitais de referência, não as grandes centralidades, não os grandes projectos hidroelétricos, não as novas Universidades Públicas, nem mesmo os parques fotovoltaicos, muito menos o desenvolvimento ainda que de forma tímida de algumas Províncias.

Surgiram sim os donos de tudo isso, os bilionários e milionários, os donos de fazenda improdutivas, os donos de garrafeiras, cervejeiras, os donos de frotas de viaturas top de gama, os donos de Prédios e Hotéis, etc.

Na verdade e porque é facto, hoje com mais de 36 milhões de habitantes, não se quer olhar a realidade e necessidades do que se deveria corretamente fazer para um futuro melhor. Não!

É mais fácil e menos pesado para quem ensaia e programa,  pintar como alvo de toda uma abordagem mal feita de realizações e desenvolvimento o Presidente João Lourenço.

Conseguiu João Lourenço um empréstimo de tão alto valor, para que de Cabinda ao Cunene, agora com mais três  Províncias, (Moxico Leste, Cuando e Icolo e Bengo) a Construção de Infraestruturas não parassem? Conseguiu João Lourenço empréstimo de tão alto valor, para de uma forma liquidar as dividas com Brasil, e a contínua redução da divida externa? É verdade que com maior número de habitantes 35 milhões sem produção nacional de facto, sem empresários comprometidos com o desenvolvimento sustentável e nacional e não empresários de ordem de saque dificilmente vamos deixar de ver o crescimento de mais pessoas comendo nos contentores de lixo, mais famílias desestruturadas aonde à fome fala mais alto que a moral e daí, práticas que a todos nós, deixa sempre cair uma lágrima.

O não cumprimento de acordos financeiros comerciais, e o desvio de fundos públicos para fins meramente pessoais a interrupção nas ligações produtivas entre o campo e a cidade, porque as obras das estradas nacionais não foram concluídas levando a mais estudos e novos financiamentos para se construir as vias de comunicação algumas já pagas em 50%, o alastramento do mercado informal, diminuindo assim a base de tributos, etc são factores que os programadores e jornalistas com foco na pintura é alvo João Lourenço, parece esquecerem-se ou de forma propositada omitem.

Porém, as realizações conseguidas, essenciais mas sempre insuficientes para as necessidades económicas e sociais permanentes. 

Há dois anos, do fim do mandato do Presidente João Lourenço, é preciso que o Executivo encontre soluções para uma realidade heterogênea e complexa aonde a coexistência de desafios gigantescos, necessidades básicas e demandas crescentes clamam por planos estruturais, programas de conjuntura e medidas de emergência.

Wankana de Oliveira 


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